Planos

Postado em Ranting em 17/ Fevereiro /2008 por Proto

Para fazer um plano de guerra:

  1. Conhece tuas forças como mais ninguém, e evita que o inimigo conheça-as.
  2. Conhece o terreno ao mais profundo possível.
  3. Conhece o máximo de teu inimigo.
  4. Elimina os espiões.
  5. Reúne teus estrategistas e traça um plano
  6. Dispensa teus estrategistas e traça outro plano
  7. Coloca o primeiro plano em prática
  8. Em caso de falha, mata os estrategistas e usa o teu plano.
  9. Vence a guerra.

Para fazer um plano empresarial:

  1. Escolhes teus inimigos
  2. Escolhe tuas armas
  3. Conhece a ambos
  4. Trocas de armas e/ou de inimigos (opcional)
  5. Conhece os novos inimigos/armas
  6. Reúne os estrategistas
  7. Livra-se dos traidores
  8. Traça um plano
  9. Livra-se dos estrategistas
  10. Traça outro plano
  11. Coloca os planos em prática
  12. Vê os planos falharem
  13. hama teus estrategistas como conselheiros
  14. Ignoras os conselhos e fazes o que é necessário
  15. Vences na empresa

Para fazer um Plano de vida

  1. Tenta conhecer a ti mesmo.
  2. Falha
  3. Tenta conhecer os outros
  4. Falha
  5. Percebe que precisa dos outros
  6. Percebe que és em última instância, transitório
  7. Jogas fora os planos de guerra e empresariais
  8. vives a vida como podes.

Frase do dia:

“Mas eu perdi as chaves
Mas que cabeça a minha!
Agora vai ter de ser
Para toda a vida”

-3×4 – Engenheiros do Hawaii

Pianista, toque algo triste…

Postado em Indicação, Pessoal em 14/ Fevereiro /2008 por barquixa

Hoje me peguei distraído.

Arrumando prateleiras, livros, varrendo o quarto… quando uma música tocou. Uma música bonita, triste… como tantas outras. Mas eu não estou como tantos outros dias. Derrubei o que estava carregando, empurrei pro chão o que estava em cima da cama.

Deitei e ouvi.

Chorei, sim. Chorei como homens gostam de chorar. Quietos, sozinhos, sem esboçar uma careta ou um gemido. Não sei porque chorei, me sinto bem… feliz. Mas talvez seja parte da felicidade se sentir triste às vezes. Não vou filosofar. Não escrevo para que os outros leiam. Leia quem não tiver o que fazer. Escrevi para mim, como em tantos outros dias.

Frase do dia:

“But there’s some things in life that are not meant to be

I’m not meant for you and your not meant for me”

Francis Dunnery – Good Life

Cartas Abertas

Postado em 1 em 1/ Fevereiro /2008 por Proto

Um ás de espadas pousou na mesa e as respirações calaram-se. Mais um ás e punhos cerram-se, esmurraram a mesa. Diversas fichas de plástico trocaram de dono, dono esse que levantou-se e saiu da sala, enquanto os outros contavam as fichas que sobraram.

Muitos quilômetros depois, o dono das fichas sentou-se em uma cadeira diante de uma lata de lixo com muitos papéis. Acendeu um esqueiro e a lata, admirando as chamas que cresciam rapidamente. Abriu seu fiel baralho e começou a tirar as cartas, uma a uma.

A primeira foi o ás de copas, o coração solitário. Fez uma volta romtântica no ar e começou a queimar, junto com todas as mulheres do passado, todas as cartas entregues, todas as declarações de amor.

Seguiu-se o nove de espadas, o pequeno exército, que enfrentou as chamas de frente, junto com todos que ele havia deixado para trás, todos os aliados esquecidos, todas as chances de liderar.

Mais uma carta era o rei de paus, que evitou o fogo com a mesma covardia que ele tivera quando pode lutar. Como antes, foi pego do chão e arremessado no fogo impiedoso.

Veio então a rainha de ouros, que ele atirou ao fogo sem pensar nos significados. Mesmo destino teve o velete de paus, logo a seguir.

Parou e olhos com calma para o dois de copas, os corações casados. A carta estava gasta, e queimou antes de atingir as labaredas, assim como o único amor verdadeiro.

Jogou rápido e logo em seguido três de copas. Não queria lembrar da história. Conseguiu.

A dama de copas caiu do pacote enquanto ele puxava o dois de espadas, o duelo. Queimou-se sem ser vista. Melhor assim. O duelo ficou pousado na mão do dono por alguns segundos enquanto ele lembrava da primeira derrota. O duelo foi queimado

O fogo começou a enfraquecer e pedia por alimento. Diversas cartas foram jogadas para tal, devagar.  mas o dono segurou duas cartas, duas especiais.

A primeira delas era um ás de ouros. O tesouro único, inesquecível, indispensável e insubstituível.

A outra também.

Ambas enfrentaram o fogo como todas as outras, e viraram cinzas como todas as outras. O baralho acabou e, com ele, o último jogo. O dono tinha tudo o que precisava: foi para uma ilha esquecer que estava vivo e ser feliz assim.

É possível trapacear na vida?

Boi Mudo

Postado em Citação, Conto/História, Indicação em 28/ Janeiro /2008 por barquixa

Segundo Santo Tomás de Aquino a ética consiste num agir de acordo com a natureza racional. Todo homem é dotado de livre-arbítrio orientado pela consciência e tem uma capacidade inata de captar, intuitivamente, os ditames da ordem moral. O primeiro postulado da ordem moral é: faz o bem e evita o mal.

Frase do dia:

“Quando este boi mugir, o mundo inteiro ouvirá o seu mugido.”

-Santo Alberto Magno

The Slayer

Postado em Continuação, Conto/História com as tags , , , em 24/ Janeiro /2008 por Proto

Um passo de cada vez, entre cada passo, um olhar para o horizonte. Ela nunca teve pressa e não conseguia encontrar um motivo para ter agora.

Pulou por cima de um corpo extendido ante o primeiro degrau da escada. Segurou no corrimão começou a escalada, desviando de escombros caídos das paredes e itens pessoais abandonados. Chegou ao topo de escadas e deixou-se perder alguns minutos olhando os cartazes anunciando a guerra, pedidno o recrutamento e alardeando a necessidade de defesa da população. Ela quase se sentiu triste quando pensou nos resultados. Quase.

Subiu mais um lance de escadas e chegou à rua. Abriu a mochila azul-clara e vestiu uma jaqueta jeans de lá. A vantagem de ser sempre jovem era sempre poder vestir o que queria.

Caminhou por algumas ruas desertas. Deixava a naeve cair sobra a sua cabeça enquanto ela atravessava o grosso manto branco formado no chão. Ao seu redor, as longas formas em cinza se extendiam até um céu tão cinza quanto. Atravessou a cidade e chegou ‘as estradas, circundadas por campos de um verde triste, que tentava resistir ao implacável branco. Ela não se emocionava, indiferente com seus olhos tão brancos quanto.

Num pequeno cemitério, organizado às pressas, ela viu uma cova sem lápide – uma honra estranha, dada àqueles que todos conhecem. Ao seu lado, um cadáver ajoelhado e lágrimas de Hipocrisia no chão.

Caminhou entre plantações, viu a desolação, chegando a uma nova cidade, um cadáver de Solidão abraçava as costas de um soldado caído no último campo de batalha. No topo de um prédio, Desespero olhava sobre todos. Mas ela continuava, incólume àos problemas, indiferente aos obstáculos. Ajeitou o rabo-de-cavalo negro e começou a subir as últimas escadas que precisaria.

No topo dprédio, uma figura usava um terno risca-de giz e, sentada contra o parapeito, fumava. A garota se aproximou por trás. O vulto em preto e branco sussurrou, entre baforadas de tabaco.

- Você está atrasada.
- Eu sempre esou atrasada. E você sempre está muito cedo.
- É o que dizem. Mas acho que estou atrasado desta vez.
- Talvez. Mas e agora?
- Agora? Não há mais agora. o Tempo acabou. Ele e todos os outros, assim como cada coisa nesse mundinho. – Soltou uma baforada mais longa e um riso abafado. A garota tirou a jaqueta.
- É a sua vez, então? Sua vez de ir?
- Sinto que sim. – Acendeu outro cigarro, deixou que o primeiro caísse do prédio. – Mas não tenho pressa. Irônico, não? eu sempre tive pressa.

A figura arremessou o cigarro e levantou-se, suspirando. A menina pegou do chão e extendeu-lhe a foice. O terno riu:

- Isso é para quando se ceifa. Não é o caso.

Deu um passo lara além do parapeito, pisando num floco de neve. Ficou parado, acompanahndo a sua descida enquanto coçava a barba cerrada. Deu mais um passo em mais um floco de neve e tirou um punhal de um bolso interno. Atingiu-se-se no estômago e jogou a arma fora. Pulou de floco de neve em floco de neve, enquanto sangrava sua existência e seu sangue nevava. Um último floco de neve, um último olhar para trás. Um último sorriso e então acabou.

A maneina sentou-se e acendeu um dos cigarros em seu bolso. Era a última, Morte já fora. E abateu-lhe a única pergunta que jamais pensou ter de responder.

Se Esperança é a última que morre, quem está lá para matá-la?

 

 

Frase do Dia:
“Carry on my wayward son,
For there’ll be peace when you are done
Lay your weary head to rest
Now don’t you cry no more “

- Kansas – Carry On Wayward Son

Ainda é cedo…

Postado em Continuação, Pessoal em 23/ Janeiro /2008 por barquixa

20 anos de vida;

4 dias de vegetarianismo;

20 horas acordado;

5 minutos com o coração partido.

PS: 1 post.