Silly Love Songs

Todas as canções de amor são tolas. São tão tolas quanto seriam ridículas as cartas de amor que formariam.

Canções de amor são tolas e descartáveis: quase não trazem inovações sonoras ou para a música como um todo. De que valem os três acordes repetidos à exaustão num violão desgastado? De que valem as rimas de “amor” com “dor” com “flor”? De que valem os apelos mercadológicos, insinuações de sexo e a alienação de toda uma geração?

Nós já ouvimos canções de amor suficientes.

Já ouvimos “in the name of love”, “love is all you need”, “tale as old as time”, “a whole new world”, “eight days a week” (a lista continua). E estamos cansados de músicas que nos falam das maravilhas do amor, das belezas de estar apaixonados, de ter-se um relacionamento.

Estamos cansados de produtos tentando vender-se como o amor verdadeiro. Cansados de misturar amor e sexo e de títulos de novelas.

Queremos ser livres! Livres para andar, viver, comprar, sentir, deixar, perseguir, obter, abandonar aquilo que quizermos! Sem canções de amor que nos digam o melhor, o certo, o errado!

Queremos ser livres para amar.

Frase do dia:
“We can be heroes!”

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