Curriculum Vitae

Postado em 1 em 30/ julho /2008 por Proto

Endereço: Rua dos Tolos, 0
Idade: 21 anos
Estado civil: Solteiro

Intenções
Posição de nível intermediário em empreendimento pequeno, com possibilidade de expansão. Especialmente interessado em estabilidade profissional.

Qualificações
Experiência de vários anos em desventuras. Conhecedor profundo de projetos fracassados de diversos tipos e durações. Especialista em projetos inacabados e retomadas de longa data.

Experiência
Heloísa – Agosto – Dezembro de 2002
Contrato terminado devido a diversidade de pontos de vista em relação à viabilidade do contrato. Seguiu-se de longo litígio

Verônica – Junho de 2003 – Maio de 2004
Instabilidade e posterior pedido de falência do empreendimento levaram ao término do contrato principal, seguido de diversos contratos de menor duração e importância

Ágata
– 7 de Setembro de 2005 – Maio de 2006
Contrato rescindido devido a não-cumprimento de cláusulas importantes. Negociações não permitiram novas contratações.

Beatriz
– Junho- Setembro de 2006
Contrato freelancer. Não houve renovação.

Cristina – Outubro de 2007 – Março de 2008
Contrato freelancer. Empreendimento não obteve as características necessárias para contratação permanente

Idiomas
Língua dos Homens (Fluente)
Língua dos Anjos (Fluente)

Atividades Externas

Trabalho em empresa de tecnologia por 3 anos.

Lições do Dia

Postado em 1 em 24/ junho /2008 por Proto
  1. Quando mais você gostar de alguém, mais distante você deve se manter.
  2. Proximidade mata muitas coisas.
  3. Ninguém quer ouvir os seus problemas sem ser pago pra isso.

Silly Love Songs

Postado em 1 em 16/ junho /2008 por Proto

Todas as canções de amor são tolas. São tão tolas quanto seriam ridículas as cartas de amor que formariam.

Canções de amor são tolas e descartáveis: quase não trazem inovações sonoras ou para a música como um todo. De que valem os três acordes repetidos à exaustão num violão desgastado? De que valem as rimas de “amor” com “dor” com “flor”? De que valem os apelos mercadológicos, insinuações de sexo e a alienação de toda uma geração?

Nós já ouvimos canções de amor suficientes.

Já ouvimos “in the name of love”, “love is all you need”, “tale as old as time”, “a whole new world”, “eight days a week” (a lista continua). E estamos cansados de músicas que nos falam das maravilhas do amor, das belezas de estar apaixonados, de ter-se um relacionamento.

Estamos cansados de produtos tentando vender-se como o amor verdadeiro. Cansados de misturar amor e sexo e de títulos de novelas.

Queremos ser livres! Livres para andar, viver, comprar, sentir, deixar, perseguir, obter, abandonar aquilo que quizermos! Sem canções de amor que nos digam o melhor, o certo, o errado!

Queremos ser livres para amar.

Frase do dia:
“We can be heroes!”

Namora Comigo?

Postado em 1 em 11/ junho /2008 por Proto

Jamais! Jamais serei assim levado por pedidos presentes, carícias passadas e promessa de futuras paixões! Não deixarei que coloques em meus dedos sinais do que queres que o mundo pense que significas para mim. Não deixarei que contes para tuas amigas como te apaixonaste e te perdeste por mim, como queres que os encantos de hoje estendam-se pelo sempre e como queres que eu esteja a teu lado por todos os dias vindouros! Sou livre e tenho espírito, que jamais vais enjaular aqui e agora com meros pedidos! Jamais! Nunca me possuirás dessa maneira pois já me tinha, jamais me colocará alianças no dedo pois quero ser eu a fazê-lo! Não me peças: deixa-me ajoelhar e pedir-te.

A hope

Postado em 1 em 1/ junho /2008 por Proto

Yeah, i was tehre tonight, watching you fall asleep and dream of another man. I was tehre while you forgot that all I wanted was to make you happy, to be there, hugging you.

Yes, i watched while you talked to other girls and wept inside, knowing that your dreams would never come true.

And i was there to see your silent tears for a future that you forsake.

And i will always be here to lend you a hand and make you feel better.

But you will never be here for me when i need you

And you will never know how much i wanted you to be mine, or how much i wanted to take care of you.

Some would say that you are a free spirit. But i know (and you know that I know) that they just cant see the bars that hold you.

And you will never be mine.

Yet, you are my hope of happiness.

A beacon of quietness amidst a wrong world.

My only hope. A hopeless one.

Dicionário do Proto, parte I

Postado em Ranting em 23/ maio /2008 por Proto

Dia Longo:

          do latim longu dies
              subs. sig:
                                  23 de Maio de 2008

The High Cost Of Living

Postado em 1 em 24/ abril /2008 por Proto

A maleta em sua mão pesava de maneira desconfortável, a alça parecia que tinha sido desenvolvida para criaturas com alguma coisa – que ele certamente não tinha – no lugar das mãos. O ambiente do escritório também não ajudava muito: quente, abafado, claustrofóbico. Ele suava e molhava o terno, que, a propósito, estava apertado, assim como os sapatos, e doíam a cada passada larga e apressada.. Ele estava atrasado e ainda tinha de encontrar a sala de reunião 66 do 6º andar. Todas as salas de reunião tinham o número 66 e e estavam no 6º andar ele suspirou e tentou se conformar: se fosse fácil, não seria o inferno.

Entrou na sala de reunião exasperado. A maleta abriu no meio do caminho até a mesa do palestrante e ele pediu desculpas (que foram ignoradas) enquanto tentava juntar os papéis e começar sua apresentação. Finalmente conseguiu fazer o projetor funcionar, e, quando levantou os olhos e viu os chefes, quis poder morrer de novo engoliu em seco e começou seu discurso.

“Senhores, deve ser do conhecimento de todos que nossos negócios têm tido uma grande perda na entrada de receitas através de vendas diretas, que, como todos sabem, é a nossa principal fonte de renda, apesar de um grande aumento nas vendas propriamente ditas.

O nosso problema, da maneira como o interpreto, está na tarifação: ainda utilizamos o antigo – porém corretíssimo, corretíssimo, senhor! – sistema de tarifamento criado por nosso fundador, que estabelece a cobrança de uma alma por favor concedido. Porém, como eu pude analisar, a maioria de nossos clientes não a têm completa no momento da contratação de nossos serviços. Para ilustrar melhor, trago aqui como exemplo uma alma recentemente adquirida da nação que é nossa maior fornecedora de clientes.

Tomando o nascimento desta criatura como ponto de partida, vemos facilmente que três anos depois ela entregou a primeira fração de sua alma quando foi colocado em uma escola e teve de adequar-se a regras mentirosas e injustas. Mais uma parcela da mesma foi perdida na entrada da adolescência, quando começou a seguir ídolos e sacrificou a sua individualidade em nome de ícones. Com a primeira namorada traída, perdeu mais uma porcentagem de sua alma para a angústia que ele mesmo gerou.

No entanto, devemos atentar-nos para a sua vida adulta, onde uma boa parte de sua alma foi perdida gradativamente na entrada, curso e término da faculdade, onde tomou ciência da maneira arbitrária como as decisões são tomadas. Entregou mais um pedaço de nossa moeda quando deixou o amor de sua vida para casar-se, e a maior parte dela foi desgastando-se em estresse, maltrato, ser usado por e usar pessoas de forma cotidiana no que eles chama de emprego. Uma parcela também foi perdida num divórcio tardio.

Podemos ver, portanto, que a perda da alma é gradativa e acentuada. Desta forma, quando a cobramos de nossos clientes, recebemos moedas incompletas, visto que a maior parte da alma foi perdida para o mundo.”

Um tapa de uma mão enorme e ameaçadora parou qualquer pensamento na sala. O grande chefe de todos os departamentos locais vociferou “Já chega, inútil! O que estamos vendo aqui?”

Tremendo, o jovem apenas balbuciou uma resposta:

“Que o nem o inferno consegue mais destruir tantas almas quanto fazem os próprios humanos.”

O que aconteceu?

Postado em Conto/História, Pessoal em 2/ abril /2008 por barquixa

Tudo estava bem
mas um erro (quase) trouxe o fim.
Será que viverei?

Hai-Kais sempre me agradaram por serem tão vagos. Expressam o que você quer que eles expressem. Este fala do fim. Fim do que? Da vida de um samurai que trouxe desonra a seus ansestrais? De uma garota que descobriu no erro do seu menino a ilusão de um sentimento? Uma mudança brusca na correnteza da vida, que leva a um novo destino?

A carta de tarô da morte significa mudança, renovação. O fim não significa exatamente algo ruim. Mas nesse hai kai quis passar a idéia de um fim indesejado, através do último verso. Eu não quero que termine, não o que eu sinto e luto pelo que sinto.

Pela definição de hai kai, o que eu acabei de dizer contradiz o que é de verdade (“Haicai é um forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade.” – Wikipedia). Eu não ligo. Interpreto do meu jeito, e o que eu sinto é o que importa.

Passado se foi,
não tem mais o que dizer.
Só seja feliz.

Forças e Motivos

Postado em Conto/História em 1/ março /2008 por Proto

Ela gostava de sonoridade, de poesia moderna. Gostava de dias agitados e de comida italiana. Faria qualquer coisa, tinha a energia necessária para virar o mundo. Gostava de dançar e de gente ao redor. Poderia convencer qualquer um de qualquer coisa: tinha o tipo de força perfeita para mudar opiniões, motivar massas, enfrentar sistemas. Precisava de recompensas imediatas, de pagamentos em dinheiro, de roupas novas e elogios.

Ele gostava de poesia clássica, lida num dia calmo. Faria qualquer coisa desde que num bom dia, ou que valesse um desses. Gostava de casais e de valsar. Precisava de longas horas para tratar um assunto, de uma promessa para continuar um dia, de algo que fizesse tudo – ou pelo menos uma parte do tudo – valer a pena. Tinha o tipo de força para continuar as grandes mudanças – mas precisava de um sorriso alheio, de um momento sozinho.

E eles andaram juntos. Os tipos de força que existem para se contradizer e manter o mundo equilibrado andaram juntas e se tornaram amigas, partilhando segredos e características.

E as forças se apaixonaram. Ao menos a metade que podia se apaixonar.

Como em toda paixão, mediram-se. Mediram as forças e as fraquezas, mudaram a si ao outro. Choraram, riram, aproveitaram, perderam tempo, ganharam oportunidades.

Mas eles eram forças opostas: deviam subtrair-se e, o que restasse, continuaria. Não deveriam resistir-se ou cooperar, assim era sua natureza. E ele caiu.

Ela continuou e ele ficou. Ela riu falsamente, carregou a vida nas costas e ia continuar tentando mudar o mundo – para que a servisse.

Ele levantou-se, bateu a poeira e caminhou assoviando no sentido contrário. Havia subtraído algo dela, algo no que ele tinha acertado, e ela, errado.

 

Ele tinha bons motivos.

 

 

Frase do dia:

“Mesmo com tantos motivos

Para deixar tudo como está

Nem desistir nem tentar agora

Tanto faz.”

Por Enquanto – Legião Urbana

Uma Homenagem

Postado em Ranting em 26/ fevereiro /2008 por Proto

Raindrops keep fallin’ on their heads

And just like the guys who are to big for their dance

Nothin’g is really  fit

Those raindrops keep fallin’ on their heads, they keep falling.

 

So I just did me some talking to the guy

And I said I didn’t like the way he got things done

Dancing like that

Those raindrops keep fallin’ on their heads, they keep falling.

 

But there’s one thing I know

The moves they sent to meet me won’t defeat me

It won’t be long ‘till manager comes to kick them

 

Raindrops keep falling on their heads

But that doesn’t mean they’ll soon be going home

Because they’re freaks

They’re never gonna stop and I’m complaining.

And they’re freaks

And that’s worryin’me

 

It won’t be long ‘till manager comes to kick them

 

Raindrops keep falling on their heads

But that doesn’t mean they’ll soon be going home

Because they’re freaks

They’re never gonna stop and I’m complaining.

And they’re freaks

And that’s worryin’me

Uma homenagem a algumas pessoas fazendo algo na nossa lanchonete/ponto-de-encontro favorito nessa semana.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.